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Igor Chiesse
21/03/11
Baixar ou comprar, eis a questão
“Falar sobre “pirataria” sempre será motivo de críticas e apologias indeterminadas ao termo, indagações, análises e até mesmo o mais importante, as funções monetárias e os porquês dos porquês em baixar na net, enquanto o produto original encontra-se a venda em locais determinados.
A realidade sobre as funções básicas da venda normal constitui em oferecer os serviços em cima de um valor X, às vezes ou muitas das vezes fugindo da regra social e colocando preços inacessíveis ao bolso de certas realidades, enquanto o outro “semeador via internet”, oferece o mesmo material totalmente grátis infringindo as leis de direito autoral e demasias.
Porém fica a análise minimalista, porque a pirataria avança de um tamanho tão estrondoso e avassalador? Vamos às pequenas anedotas do que pode ser uma ideia básica de tal avanço sobre as ordens da pirataria e império dos direitos inapropriados.
Realidade 1: Preços de produtos originais acima das condições sociais. Esta é uma das questões na qual fica implicitamente claro, o porquê da pirataria avançar tanto. Uma pessoa com um salário médio de R$ 500, estima por um produto de R$ 100 “exemplo básico que acontece em grande escala”. Como o salário está defasado e com tão pouco valor de mercado, pode-se notar que seria obviamente um gasto a mais por uma razão muita das vezes desnecessária, podendo o objeto de lazer e entretenimento ser baixado na net grátis “infringindo as leis” somente para satisfazer suas vontades.
Realidade 2: Não enfrenta uma logística, podendo satisfazer a vontade do internauta / adepto do produto X ao baixar, por um tempo mais rápido e uma satisfação em ter o exemplo citado no momento desejado “sensação de consumação imediata”, do que ir a uma loja física / virtual “paga”, esperando por todos os ônus que os mesmos oferecem grátis na internet, sem as mesmas citações.
Realidade 3: Produtos não catalogados para a compra. Isto ocorre muito, quando a pessoa X, procura um produto Y e não encontra. Tornando assim, a procura em canais de distribuição gratuito e ilegal, sua principal tendência em achar o objetivo específico.
Então, se notarmos os pontos centrais, possuímos como pontos chave das indagações sobre a pirataria, três principais canais que enaltecem as mesmas: Preço , Logística e Produtos não catalogados para a compra. Se analisarmos a logística e os produtos não catalogados, existem e-commerces e sistemas que podem auxiliar na compra virtual sem precisar usar o artifício da pirataria enaltecendo a sua força e império destrutivo dos direitos autorais. Ambos são fatores cruciais para uma pequena análise sobre a pirataria tão avassaladora, porém se analisarmos a finco, caímos sempre “por mais que tentamos sair” dos preços em questão dos produtos e a realidade sócio-econômica brasileira.
Um salário X, dificilmente irá conseguir com facilidade um produto Y. Assim segue com todas as letras do alfabeto e todas as questões sobre a ótica do mundo cyber e físico, porém se os mesmos produtos, fossem vendidos de uma forma a atingir de fato a população, não pensando ou visando somente as margens de lucro, e, sim voltadas para uma realidade que vivemos, a pirataria seria menor.
Não digo que a pirataria acabaria com os preços em baixa, isto é um outro fator, uma análise diferenciada, um outro mecanismo de percepção macroeconômica nos moldes globais, porém se os preços “principal chamariz entre os consumidores e fornecedores” fossem de acordo com a realidade que vivemos, as rotinas que acompanhamos e as dificuldades que compramos algo, seria Ideal e mais adequado em usar os produtos para este tipo de situação, voltado para uma população de todas as classes possíveis, não somente na principal vogal do alfabeto, focando somente os mais acessíveis imediatos em questão.
Não faço apologia à pirataria, porém se a nossa realidade está totalmente diferenciada do que vivemos socialmente, fica evidentemente claro o porquê dos porquês, cada dia mais e mais, o mundo cyber engole em definitivo o mundo real. Se fisicamente não possuímos tal interação, há quem faça o mesmo sem ônus lucrativo, voltados para pessoas X, na qual sem dinheiro para produtos Y, possam usufruir o “mesmo” material sem matar um cachorro a grito ou enfiar uma faca no peito, para possuir a mesma satisfação em ter por ter, aquilo que psicologicamente nos move, a sensação de estar presente socialmente.
Igor Chiesse
17/03/11
Texto reproduzido na íntegra da coluna de Igor Chiesse para o portal RioSulNet.
Desenhos modernos ou os clássicos?
Hoje quando ligamos a TV e por acaso ou por escolha, vemos um desenho animado, ficamos por muita das vezes estáticos com a qualidade técnica e efeitos utilizados em tal animação. Os desenhos de hoje ganham pela impressionante gama de recursos gráficos, tecnológicos e excepcionais na sua visualização, porém será que estes desenhos podem ser configurados melhores que os antigos / clássicos, sem qualquer efeito de animação extraordinariamente falando?
A resposta é simples: Não. Os desenhos de hoje contam com o arsenal de novidades tecnológicas, enquanto os de ontem “clássicos” contam com uma variada ordem de sensações, envolvimento e raciocínio mais criativo.
Muita das vezes, o que faz um desenho animado tornar-se sucesso hoje em dia depende de tal conjunto de animação e o estúdio que a realiza. A história também é importante, porém a força maior fica a cargo dos efeitos técnicos e artísticos voltados para os mínimos detalhes “praticamente um sinal de tentativa de perfeição animada”.
A evolução pode ser constante, porém o que é o clássico, jamais ou perde o seu encanto mesmo passando de gerações a gerações. Quem quando criança / adolescente / adulto, não viu desenhos clássicos das produtoras: Hanna-Barbera, Walter Lantz , MGM , Warner , Tezuka Produções , Tatsunoko e afins.
Todas as produtoras listadas acima e outras das gerações clássicas não mostradas, realizaram maravilhosos feitos tratando-se de desenhos animados e animes com grandes conteúdos, histórias, envolvimento emocional, raciocínio criativo e divertimento sem precisar forçar o que chamam de barra. Estas produções são exemplo do que há de melhor em desenho animado, sem ficar mais focado na produção técnica do que no envolvimento dos telespectadores.
Os desenhos de antes, nos mostravam mais transparência, não tinham o medo categórico para alguns de errar ou animar por prazer e determinação. Era além de tudo, simples e divertido “função básica que todo desenho deveria ter “podendo assim todos assistirem, sem qualquer restrição de horário e parcelas de uma sociedade, para tal atividade de “entretenimento”.
Igor Chiesse
02/03/11
Um pouco sobre o leão da MGM
O terceiro leão foi Tanner ( 1934-1956 ). Possivelmente o mais lembrado deve ser este leão, afinal com ele, o estúdio também usaria o rei das selvas nas animações da indústria cultural cinematográfica, sendo conhecido como definitivamente o Leão de Ouro da era mais brilhante da MGM tratando-se de uma história de infinitos trabalhos notáveis. Pode ser visto em aberturas de desenhos como : Tom & Jerry , Droopy Dog e afins. E filmes como : 2001, Uma Odisséia no Espaço ( Kubrick ) , Dr Zhivago e a franquia do espião mais famoso do mundo : 007 ( iniciada contra o satânico Dr Nô ).
George, o 4º. Este foi o leão menos usado pelos estúdios da MGM. Ficou no período curto de 1956-1958. Os proprietários do estúdio usaram teses que o leão era diferente dos demais leões, porém o rugido forte e expressivo foi o seu diferencial entre os 3 anteriores. Aberturas: Jailhouse of Rock ( Elvis Presley ) e Cat on a Hot tin roof ( 1958 ) estrelada magistralmente por Elizabeth Taylor e Paul Newman.
Por fim, o último leão dos estúdios da MGM fica a cargo de Leo ( 1957-2009 ). Este último foi o leão que pegou a era tecnológica e cyber difusor das redes digitais. Suas aparições em aberturas e vinhetas foram mudando de acordo com o decorrer das produções, para os novos públicos que mudaram desde a trajetória brilhante do estúdio. Leo foi o único leão a ganhar um tratamento de imagem digitalizada pelo estúdio, além de ganhar tons vintages para a produção em si. Aberturas: Polteirgeist, Desesperate Hours , Thelma e Louise e 007 – Quantum of solace ( primeiro filme de uma fase tecnológica do estúdio ) e mais centenas de produções a cargo da Metro.
Infelizmente estes leões, não rugem mais. A MGM – Metro Goldwyn Mayer, entrou com pedido de falência devido às enormes dívidas geradas em decorrer dos tempos. Outras empresas se propuseram a aceitar parcerias, porém basta ao leão mais do que força nesta nova empreitada. Basta um pouco mais que força de vontade para reerguer um gigante da indústria cultural, basta uma palavrinha muito usada neste mundo globalizado : Capitalismo Selvagem ( digno de um rei das selvas ).




































